Editora Doc
 
 Índice
» Humanização nos serviços de saúde
» Curso aborda gestão de custos na Saúde
» Noite de autógrafos: Administração em Saúde
» Simpósio discute atendimento humanizado
» Hospital lança campanha pelo Twitter
» Um sonho de profissão tem tarde de autógrafos
» Evento discute atendimento telefônico
» FGV promove seminário sobre gestão médica
» Caminhos do Marketing Médico
» ABTO promove cursos de capacitação

  1 2 3 4 5 6 7 8 9 >>
Humanização nos serviços de saúde
Por Ana Carolina Mascarenhas*

 21 de Setembro de 2011

A atuação na área da saúde, pelos diversos profissionais deste setor, configura-se em fortes bases técnicas pautadas em evidências da ciência moderna que procuram curar o corpo. Nesse ínterim, vislumbra-se o indivíduo como um ser biológico.

Entretanto, o ser humano, em toda sua complexidade, onde se integram o ser físico, o ser psíquico e o ser social, necessita ser abordado integralmente e é por isso que os preceitos técnico-científicos por si só não conseguem preencher todos os requisitos quando se trata de promoção da saúde.

Devido a isso, tanto tem se discutido e tentado implantar os conceitos de humanização, onde ao suporte físico deve-se estender o suporte moral e psicológico, em lugar de um modelo assistencial visivelmente ultrapassado do médico que prescreve automaticamente um medicamento ou de um cirurgião-dentista “fazedor” de restaurações. 

Nessa nova proposta de relação paciente-profissional da saúde prioriza-se a comunicação, o tratamento pessoal que tem como base preocupação e atenção, o olhar nos olhos e o aperto de mãos que, construindo uma relação empática, bidirecional e horizontal, levam à possibilidade de o paciente opinar sobre o tratamento baseando-se em suas expectativas e vivências. Mais que isso, praticar o acolhimento é estreitar os laços de afetividade com o paciente que, muitas vezes, não está carente somente de cuidados físicos, mas também de atenção e diálogo.

Se por um lado essa prática aumenta o senso de comprometimento do profissional que passa a ver o paciente não como um indivíduo com doença, mas como uma pessoa que sofre, por outro lado também aumenta a confiança do paciente no profissional, aumentando sua adesão ao tratamento e conseqüentemente o vínculo entre ambos, tornando menos tortuosa a trajetória de cura. 

Essa reorganização do modelo assistencial exige mudança de atitude de todos os profissionais da equipe e mostra-se fundamental para a melhoria da qualidade nos serviços de saúde. Vamos fazer juntos!

* Ana Carolina Mascarenhas é doutora em Clínica Odontológica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisadora sobre qualidade nos serviços de saúde.